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Quanto Custa Carregar um Carro Elétrico em Casa em 2026
Estudo ManiescheduleLeitura de 16 min7 de Outubro de 2026

Quanto Custa Carregar um Carro Elétrico em Casa em 2026

Joana Caramba
Joana Caramba

Quanto Custa Carregar um Carro Elétrico em Casa? As Contas Feitas com Preços de Outubro de 2026

Carregar em casa é, de longe, a forma mais barata de pôr quilómetros num carro elétrico, mas o valor final depende de três coisas que quase ninguém olha em conjunto, o preço do kWh que tens no contrato, as horas a que carregas e a potência contratada. Fizemos as contas com os preços oficiais da ERSE em vigor desde 1 de outubro e com os preços médios dos combustíveis desta semana, para perceberes quanto pagas de facto e onde está a margem para pagar menos.

Carregar um carro elétrico em casa custa, em outubro de 2026, entre 2,53€ e 3,79€ por cada 100 km, consoante carregues nas horas de vazio de uma tarifa bi-horária ou numa tarifa simples, o que dá cerca de 25€ a 38€ por mês para quem faz 1.000 km, contra cerca de 108€ num carro a gasóleo e 125€ num carro a gasolina. E, na maioria das casas, isto é possível sem aumentar a potência contratada, desde que o carro carregue à noite.

Como se calcula o custo de carregar um carro elétrico em casa? 🧮

A conta de base cabe numa linha, porque o custo de carregar é a energia que o carro puxa da rede multiplicada pelo preço do kWh nas horas em que carregas.

Custo por 100 km = kWh gastos aos 100 km (medidos à tomada) × preço do kWh nas horas em que carregas

O que a torna menos óbvia é que tanto a energia como o preço variam mais do que parece. Do lado da energia, o consumo que o carro mostra no painel não é o mesmo que o contador regista, porque há perdas no carregamento. Nos testes publicados em 2026 pelo ADAC, o automóvel clube alemão, essas perdas chegaram a quase um quarto da energia numa tomada doméstica, e ficaram entre 5% e 7% numa wallbox à potência máxima. Um carro que anuncia 16 kWh aos 100 km acaba, por isso, por gastar perto de 18 kWh à tomada, e é esse o valor que usamos em todos os exemplos deste artigo.

Do lado do preço, o que pesa é o preço do kWh nas horas em que carregas, e não a média da tua fatura. Há ainda um pormenor fiscal que conta, porque, segundo a Lei n.º 38/2024, o IVA de 6% só se aplica aos primeiros 200 kWh de cada período de 30 dias em contratos até 6,9 kVA, e esses 200 kWh já são normalmente consumidos pelo resto da casa. Na prática, quase toda a energia do carro paga IVA a 23%, e é essa a taxa que usamos nas contas.

Quanto custa o kWh para carregar em casa em outubro de 2026? 💡

No mercado regulado, desde 1 de outubro, o kWh custa cerca de 0,14€ nas horas de vazio da tarifa bi-horária, 0,21€ na tarifa simples e 0,25€ fora de vazio, já com IVA a 23%. Usamos estes preços como referência porque são públicos, iguais para todos os clientes do mercado regulado e fáceis de verificar, e não porque sejam necessariamente os mais baratos. No mercado livre, cada comercializadora define o seu preço, e há ofertas acima e abaixo destes valores.

Estes preços vêm da Diretiva ERSE n.º 4/2026, que aumentou o preço da eletricidade no mercado regulado a partir de 1 de outubro. Sem IVA, o kWh passou para 0,1143€ em vazio, 0,1711€ na tarifa simples e 0,2045€ fora de vazio, cerca de meio cêntimo acima do que se pagava até setembro.

Nestas contas entra só o preço da energia que gastas. A parte fixa da fatura, que depende da potência contratada, pagas de qualquer forma, com ou sem carro, por isso fica de fora, tal como um pequeno imposto sobre a eletricidade que acrescenta cerca de 0,1 cêntimos por kWh. A exceção é quando decides aumentar a potência por causa do carregador, e aí esse custo passa a entrar na conta, como vemos mais abaixo.

Quanto custa fazer 100 km e 1.000 km por mês com um elétrico carregado em casa? 🚗

Com um consumo de 18 kWh aos 100 km à tomada, cada 100 km custa cerca de 2,53€ se carregares em vazio, 3,79€ numa tarifa simples e 4,53€ se tiveres bi-horária mas carregares fora das horas de vazio. Este último é o pior dos cenários domésticos e acontece mais vezes do que se pensa, por exemplo quando o carro fica a carregar logo que chegas a casa ao fim da tarde.

Para comparar com um carro a combustão, usamos os preços médios reportados à DGEG na segunda-feira, 5 de outubro de 2026, com a gasolina 95 simples a 2,081€ por litro e o gasóleo simples a 2,155€, valores que já incluem o desconto temporário no imposto sobre os combustíveis.

Forma de "abastecer"

Pressuposto

Custo por 100 km

Custo por 1.000 km/mês

Elétrico em casa, bi-horária em vazio

18 kWh × 0,1406 €/kWh

≈ 2,53 €

≈ 25 €

Elétrico em casa, tarifa simples

18 kWh × 0,2105 €/kWh

≈ 3,79 €

≈ 38 €

Elétrico em casa, bi-horária fora de vazio

18 kWh × 0,2515 €/kWh

≈ 4,53 €

≈ 45 €

Gasóleo

5 L × 2,155 €/L

≈ 10,78 €

≈ 108 €

Gasolina

6 L × 2,081 €/L

≈ 12,49 €

≈ 125 €

Na rede pública, o preço varia muito de posto para posto, porque junta a energia, a tarifa do operador do posto, que pode ser cobrada por minuto ou por sessão, e as taxas da rede. Em vez de escolhermos exemplos soltos, usamos a estimativa da própria ERSE, que, numa apresentação à Assembleia da República em fevereiro de 2026, indicou que carregar na rede pública custa duas a três vezes mais do que em casa. A ERSE conclui também que, mesmo assim, o custo por quilómetro do elétrico continua a ser mais competitivo do que o de um carro a combustão.

E uma carga completa da bateria, quanto custa? 🔋

Para uma bateria de 60 kWh, uma carga de 0% a 100% custa cerca de 9,28€ em horas de vazio e 13,89€ numa tarifa simples. Contando com as perdas de carregamento, essa carga puxa da rede perto de 66 kWh. Na prática, quase ninguém carrega de zero a cem, e o mais comum é repor todas as noites o que se gastou durante o dia, o que torna mais útil pensar em custo por quilómetro do que em custo por carga.

Preciso de aumentar a potência contratada para carregar o carro em casa? ⚡

Muitas vezes não, e esta é provavelmente a parte da conta que mais surpreende. Para fazer 1.000 km por mês, o carro precisa de cerca de 180 kWh, o que dá à volta de 6 kWh por noite. Mesmo a uma potência de carregamento baixa, de 2,3 kW, isso demora menos de três horas, e cabe à vontade nas horas de vazio do ciclo diário, que explicámos com detalhe no artigo sobre períodos horários.

A potência só se torna um problema quando queres carregar depressa. Uma wallbox de 7,4 kW, uma das potências mais comuns, puxa sozinha mais do que os 6,9 kVA que muitas casas têm contratados, e se lhe juntares o termoacumulador, a máquina de lavar ou o forno, o quadro elétrico dispara e a luz vai abaixo. Há duas saídas possíveis, com custos muito diferentes.

Subir de 6,9 para 10,35 kVA custa, no mercado regulado, cerca de 6,41€ a mais por mês, já com IVA. Acima de 6,9 kVA perdes também o IVA reduzido de 6% nos primeiros 200 kWh do mês, o que, a preços da tarifa simples, acrescenta cerca de 5,80€ mensais. Somado, o aumento de potência pode custar perto de 12€ por mês, quase metade do que gastas a carregar o carro em vazio.

A alternativa é instalar uma wallbox com gestão dinâmica de potência, que mede o consumo da casa em tempo real e reduz a potência de carregamento quando outros aparelhos estão ligados, permitindo manter o escalão atual na maioria dos casos. O guia sobre potência contratada e ciclo horário ajuda a perceber em que escalão faz sentido ficar.

Quanto custa instalar uma wallbox em casa? 🔌

Uma wallbox de 7,4 kW com gestão dinâmica de potência custa, sozinha, entre cerca de 610€ e 900€ com IVA, consoante venha só com o medidor ou já com as proteções elétricas e um cabo mais comprido, segundo os preços da V2C Trydan na Electro Pescador. A instalação é à parte e, num instalador da Grande Lisboa, a Otimize Elétrica, começa nos 240€ para um circuito até 10 metros, com proteções e certificação incluídas, embora a página não indique se o valor inclui IVA.

Também há pacotes que juntam tudo. A Toyota Portugal vende a HomeCharge de 7,4 kW já instalada por 1.230€, ou 1.380€ com cabo de carregamento integrado, com IVA incluído. Somando equipamento e instalação, o mais realista é contar com cerca de 900€ a 1.400€ por uma solução completa.

O que mais faz variar o orçamento é a distância entre o quadro elétrico e o lugar da wallbox, um quadro antigo que precise de obras ou a passagem pelas zonas comuns de uma garagem de prédio. A Otimize dá o exemplo de uma moradia com o quadro a 12 a 18 metros da garagem, em que o pacote completo passa de 950€ para até 1.100€. Por isso, vale a pena pedir mais do que um orçamento. Os preços foram consultados a 7 de outubro de 2026 e estão sujeitos a alteração e às condições de cada instalação.

Sem wallbox, carregar numa tomada doméstica é possível mas não é o ideal para uso diário. Além de serem muitas horas seguidas de carga numa tomada que não foi pensada para isso, os testes do ADAC mostram que se perde mais energia pelo caminho, o que torna cada carregamento mais caro. O mais seguro é ter um circuito dedicado, ou uma wallbox, instalado por um técnico certificado.

Perdas de carregamento de um carro elétrico: 12,7% a 24,2% numa tomada doméstica e 5,1% a 7% numa wallbox, segundo testes do ADAC

Testes do ADAC publicados em 2026 com cinco carros elétricos

Vale a pena mudar para bi-horária quando se compra um carro elétrico? 🌙

Na maioria dos casos sim, porque um carro que carrega à noite empurra facilmente a casa para cima do ponto a partir do qual a bi-horária compensa. Com os preços regulados de outubro, e como a parte fixa da fatura é igual nas duas opções, a bi-horária passa a ser mais barata do que a simples quando cerca de 37% do consumo mensal acontece em horas de vazio.

Para ter uma ideia, numa casa que já consome 200 kWh por mês, um carro que faz 1.000 km acrescenta cerca de 180 kWh. Mesmo que o resto da casa consumisse tudo fora de vazio, o carro sozinho já poria quase metade do consumo total nas horas mais baratas, bem acima dos 37%.

A tarifa bi-horária fica mais barata do que a simples a partir de 37% do consumo em horas de vazio, preços ERSE de outubro de 2026

Cálculo Manie com os preços regulados da ERSE desde outubro de 2026, com IVA. Exemplo: casa com 200 kWh fora de vazio e carro com 180 kWh em vazio

Ainda assim, há duas situações em que convém fazer as contas com mais calma. A primeira é quando o carro fica muitas vezes a carregar ao fim da tarde, fora de vazio, por esquecimento ou por necessidade, porque nesse caso pagas mais caro do que pagarias numa tarifa simples. A segunda é quando o resto da casa tem um consumo alto durante o dia, por exemplo com teletrabalho e ar condicionado. Desde 2026, quem tem até 20,7 kVA pode mudar de opção horária sem o antigo compromisso de doze meses, o que torna mais fácil experimentar e voltar atrás.

Vale também a pena saber que os períodos horários vão mudar em Portugal continental. Para as casas com bi-horária ou tri-horária, a alteração será aplicada entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2027, de forma automática através do contador inteligente, segundo a ERSE. Quando isso acontecer, a hora a que programas o carregamento pode ter de ser revista.

Quantos condutores em Portugal carregam o carro em casa? 🏠

A maioria. Segundo uma estimativa da ERSE apresentada em fevereiro de 2026, só cerca de um quarto dos carregamentos de veículos elétricos em Portugal é feito na rede pública, o que deixa à volta de três quartos para casa e local de trabalho. Os inquéritos aos condutores apontam no mesmo sentido, e no inquérito global da Global EV Alliance de 2024, 71% dos utilizadores portugueses indicaram a casa como local principal de carregamento.

É uma pergunta que vai ser cada vez mais comum. Os carros 100% elétricos representaram 47,7% das matrículas de ligeiros de passageiros em setembro de 2026 e 29% entre janeiro e setembro, segundo a ACAP, mas no final de 2025 eram ainda apenas 3,2% do parque automóvel em circulação, segundo a ERSE.

Os números da ERSE servem também para confirmar as contas deste artigo. A ERSE estima que os 273.667 ligeiros 100% elétricos em circulação consumiram cerca de 657 GWh em 2025, o que dá à volta de 2.400 kWh por carro e por ano, ou seja, cerca de 200 kWh por mês. Está muito perto dos 180 kWh mensais que usamos no exemplo dos 1.000 km.

O estudo de mobilidade elétrica do ACP mostra ainda que 54% dos condutores gastam mais de 50€ por mês em carregamentos. Com carregamento em vazio, 50€ chegam para cerca de 2.000 km por mês, o que sugere que muitos condutores pagam mais por kWh do que precisariam, seja por carregarem fora de vazio, seja por recorrerem à rede pública, seja por terem um contrato pouco competitivo, embora também possa refletir quem simplesmente faz muitos quilómetros.

Porque é que o teu contrato de luz passa a importar ainda mais? 📄

Quando compras um carro elétrico, o consumo da casa sobe de escala. Numa casa que consumia 200 kWh por mês, um carro que faz 1.000 km acrescenta cerca de 180 kWh, quase duplicando o consumo. Uma diferença de dois cêntimos por kWh, que antes quase não se notava, passa a valer vários euros por mês, todos os meses. O contrato que escolheste antes de ter carro pode ter deixado de ser o mais indicado para o teu consumo atual, e a potência, o ciclo horário e o preço do vazio passam a ser decisões ligadas, e não três escolhas separadas.

É aqui que o Manie entra. O AutoSwitch lê a tua fatura real, incluindo o consumo em vazio e fora de vazio e a potência que tens contratada, compara-a com as ofertas disponíveis no mercado para esse perfil concreto e, quando há uma opção claramente melhor, trata da mudança por ti. Como continua a acompanhar a fatura depois disso, também deteta quando o teu consumo muda, por exemplo quando o carro chega, e quando o mercado mexe, sem teres de refazer estas contas sozinho de cada vez.

Perguntas frequentes 🙋‍♂️

Quanto custa carregar um carro elétrico em casa por mês?

Para 1.000 km por mês e um consumo de 18 kWh aos 100 km, o custo ronda os 25€ se carregares nas horas de vazio de uma tarifa bi-horária e os 38€ numa tarifa simples, com os preços do mercado regulado em vigor desde 1 de outubro de 2026 e IVA incluído. No mercado livre, o valor depende do preço do kWh do teu contrato.

É mais barato carregar em casa ou num posto público?

Em casa, quase sempre. Segundo a ERSE, carregar na rede pública custa duas a três vezes mais do que carregar em casa.

Qual é a melhor hora para carregar o carro elétrico em casa?

Nas horas de vazio da tua tarifa bi-horária ou tri-horária. A maioria dos carros e das wallboxes permite programar o início do carregamento para essa janela.

Preciso de aumentar a potência contratada para ter um carro elétrico?

Nem sempre. Para 1.000 km por mês bastam cerca de 6 kWh por noite, o que cabe num carregamento lento dentro das horas de vazio. Uma wallbox com gestão dinâmica de potência costuma evitar a subida de 6,9 para 10,35 kVA, que pode custar perto de 12€ por mês entre a parte fixa da fatura e a perda do IVA reduzido.

Quanto custa instalar uma wallbox?

Com equipamento e instalação, conta com cerca de 900€ a 1.400€, segundo preços públicos de outubro de 2026. Só a wallbox de 7,4 kW com gestão dinâmica de potência custa entre cerca de 610€ e 900€, e o resto depende da distância até ao quadro elétrico.

Posso carregar o carro numa tomada normal de casa?

Pode, mas não é o ideal para uso diário. Nos testes do ADAC, as perdas numa tomada doméstica ficaram entre 12,7% e 24,2%, contra 5,1% a 7% numa wallbox à potência máxima. O mais seguro é um circuito dedicado ou uma wallbox, instalados por um técnico certificado.

A bi-horária compensa sempre para quem tem carro elétrico?

Compensa quando cerca de 37% ou mais do consumo mensal acontece em horas de vazio, aos preços regulados de outubro de 2026, o que um carro carregado à noite garante quase sempre. Deixa de compensar se o carro carregar muitas vezes fora de vazio.

Fontes. ERSE, Diretiva n.º 4/2026, de 15 de setembro; ERSE, “Tarifas e preços – eletricidade” (atualizado a 1 de outubro de 2026); ERSE, “Rede pública de carregamento de veículos elétricos em Portugal”, apresentação à Assembleia da República, 4 de fevereiro de 2026; ERSE, novo Regulamento Tarifário, via RTP, “Consumidores podem a partir de hoje alterar tarifa da luz a qualquer momento” (1 de janeiro de 2026); DGEG, preços médios de 5 de outubro de 2026, via Caetano, “Preço dos combustíveis em Portugal esta semana”; ACAP, matrículas de setembro de 2026, via Jornal de Notícias, “Quase metade dos carros vendidos em Portugal já são elétricos” (1 de outubro de 2026); Global EV Alliance, inquérito de 2024, resultados para Portugal, via UVE; ACP, “Estudo Mobilidade Elétrica em Portugal”; ADAC, testes de perdas de carregamento de 2026, via elektroauto-news.net; Lei n.º 38/2024, via Repsol, “IVA na eletricidade”; Imposto Especial de Consumo de eletricidade, via Compara Já, “Impostos na conta de luz”; Electro Pescador, “V2C Trydan 7,4 kW com cabo de 5 metros” e “V2C Trydan 7,4 kW com proteções e cabo de 10 metros”; Otimize Elétrica, “Preços de wallbox e instalação”; Toyota Portugal, “Toyota HomeCharge” (preços públicos consultados a 7 de outubro de 2026, sujeitos a alteração e às condições da instalação).

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Escrito porJoana Caramba
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